HR de Prudente distribui cartilhas com orientações sobre violência contra a mulher em meio à pandemia da COVID-19
“Isolada, mas não sozinha” é o tema do material entregue na unidade


04/09/2020 10:23:06 Assessoria de Imprensa | Bianca Santos NOTÍCIAS

Pensando na orientação e socorro às mulheres vítimas de violência em meio à pandemia do Novo Coronavírus, o Serviço Social do Hospital Regional de Presidente Prudente ‘Dr. Domingos Leonardo Cerávolo’, em parceria com o Centro Integrado de Humanização, realiza neste mês uma ação educativa com pacientes e colaboradoras sobre o tema na unidade.

A ideia da criação da cartilha surgiu pela observação de que, durante a pandemia, mulheres vítimas de violência acabam tendo sua rede de apoio comprometida. Além disso, muitas delas precisam conviver com o parceiro e não sabem onde buscar ajuda para romper o ciclo de violência, geralmente acentuado com a tensão entre vítima e agressor, provocando a consumação da violência e demonstrações de arrependimento posteriormente.

O material esclarece que a violência contra mulher não é necessariamente física, mas também de natureza psicológica, sexual, patrimonial e moral. Segundo a supervisora do Serviço Social do HR, Flávia Oliveira de Araújo Campos, as orientações descritas no material têm como objetivo divulgar os meios pelos quais as mulheres vítimas de violência podem efetuar denúncias e buscar auxílio. “A ação será desenvolvida presencialmente nas salas do Serviço Social e do Serviço de Atendimento ao Usuário [SAU] para as nossas pacientes. Já para as colaboradoras, as cartilhas serão entregues na assinatura do holerite no Departamento Pessoal”, explica.

 

Histórico

Conforme relatório produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), nos meses de março e abril deste ano, período em que a pandemia da COVID-19 já se espalhava pelo país, os registros de diferentes tipos de violência realizados em delegacias de Polícia caíram sensivelmente, mesmo diante da adoção de ferramentas virtuais para facilitar a realização de boletim de ocorrência. “A queda da procura por delegacias provavelmente explica a queda no número de Medidas Protetivas de Urgência concedidas pelos Tribunais de Justiça, dado que a Polícia Civil é uma das principais portas de entrada de mulheres em situação de violência doméstica no sistema de justiça”, menciona o relatório.

Porém, a redução destes registros não parece apontar para a redução da violência contra meninas e mulheres. Os registros de feminicídio cresceram 22,2% no período e os homicídios de mulheres tiveram incremento de 6%. O Ligue-180, central nacional de atendimento à mulher criada em 2005, viu crescer em 34% as denúncias em março e abril de 2020 quando comparado com o mesmo período do ano passado.

 

Onde buscar ajuda?

•           190 – Polícia Militar;

•           Delegacia Especializada de Defesa da Mulher;

•           Delegacia Eletrônica;

•           Disque 180 – Para violência contra mulher acima de 18 anos;

•           100 – Para violência para menores de idade, idosos e outros vulneráveis.


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